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Eu já até pensei em tirar o Yuri daqui por causa da distância, mas a escola oferece muitas atividades diversificadas como dança, informática, etc. Ano que vem será o último ano dele aqui, mas eu gos... veja mais

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Projeto Ópera na Escola

30/03/2016

Com o objetivo de desenvolver uma educação transformadora a partir da arte e, em especial, a partir da ópera, a equipe da Escola de Educação Integral Padre Quinha – Vale do Cuiabá deu início, no segundo semestre de 2015, ao projeto Ópera na Escola. A proposta buscava chamar a atenção das crianças para essa arte tão desconhecida hoje, a partir de suas narrativas complexas. Dentro disso, não somente elas entraram em contato com a música, mas tiveram a possibilidade de conhecer inúmeras histórias e conteúdos, desde a vida dos compositores e cantores famosos, até as épocas em que elas foram escritas e seus contextos. Ao longo do semestre o trabalho foi crescendo com a curiosidade e o entusiasmo das crianças, dos professores e das famílias. O ganho desse trabalho ultrapassou o processo de ensino aprendizagem potencializado, devido à integração das disciplinas do núcleo comum às demais (teatro, dança, informática, inglês, práticas leitoras). As crianças se envolveram de tal modo e com tanta responsabilidade com os papéis e ensaios, vivenciando de tal forma os personagens, que desejaram compartilhar as histórias das óperas com todas as turmas. Em dois dias, um em novembro e outro em dezembro, na própria escola, as turmas compartilharam o conhecimento adquirido e encenaram a todos as histórias de cada ópera estudada.

“Acreditamos que os efeitos do projeto Ópera na Escola sobre o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos não estão apenas ligados à oralidade ou à escrita, mas afetam fatores emocionais, motores, racionais e sociais, contribuindo para a formação de um sujeito íntegro (pensante e sensível), meta de uma escola de educação integral”, explica a equipe em material de divulgação dedicado ao evento.

Antes de trabalharem a ópera com as crianças, os professores também passaram por um processo de sensibilização quanto ao assunto. Para que toda a equipe da escola tivesse a oportunidade de se emocionar e se envolver com o tema, convidaram o professor Gabriel Lacerda, um estudioso apaixonado por ópera, que desenvolveu um prefácio estimulante para o trabalho, despertando curiosidade e interesse. Na medida em que foi aprofundando a equipe na obra, despertou fantasias, romantizou o currículo e enfeitiçou a escola, o que permitiu um trabalho sério e rigoroso por parte dos professores e dos alunos.

A partir de então, entusiasmados e sensibilizados pela beleza das óperas assistidas e pelo conhecimento construído a partir das oficinas, professores e alunos planejaram o projeto, utilizando uma metodologia baseada nos princípios do design thinking, a partir da pergunta “O que é Ópera?”, direcionada pelas professoras regentes às suas turmas. O diálogo se desenvolveu e então todos aos poucos se colocaram no centro do desenvolvimento do projeto, à medida que aliavam o desejo de descobrir o que era ópera à criatividade para gerar soluções encontradas ao contexto estudado.

Entre as óperas trabalhadas e que foram apresentadas pelos alunos estão “A Flauta Mágica” (Ed. Infantil), “Turandot” (1º ano), “La Traviata” (2º ano), “João e Maria” (3º ano), “Carmen” (4° ano) e “O Fantasma da Ópera” (5º ano). O primeiro dia contou ainda com a participação especial da Orquestra da Ação Social pela Música do Brasil.  

“Ao lado dos efeitos mencionados, houve ainda aqueles decorrentes do fato dos professores usarem muitos canais, várias modalidades de arte para transmitir uma mesma ideia ou sentimento. Parece-nos que isso foi favorecendo o desenvolvimento das crianças e a ampliação cultural dos professores, uma vez que o instrumental da ópera, “a obra”, abrange música, dança, teatro, literatura, artes plásticas”, concluem.  


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