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Pedagogia da descoberta: crianças desvendam projeto Museus

26/07/2016

Desde o ano passado, a partir do desenvolvimento do Projeto Ópera, a Escola de Educação Integral Padre Quinha vem inovando em sua metodologia de trabalho. Com propostas motivadoras e bastante desafiadoras, os alunos foram incentivados a expor suas próprias opiniões e construírem conceitos acerca de diferentes temas. 

Por conta do sucesso obtido em 2015, a proposta intensificou-se ainda mais neste ano, contando com a participação ativa de pais e alunos. 

No início de 2016, depois de terem recebido essa faixa (fotos) no momento de entrada, perceberam que em todas as salas havia um ponto de interrogação, mas não sabiam do que se tratava. Essas foram as primeiras atividades provocadoras: do que se trata o projeto deste ano? Começaram aí as especulações...

O Projeto Museus iniciou-se a partir de um kit trazido por um “palhaço-mambembe” e sua trupe: a professora de teatro e os alunos do Integral II. O palhaço trouxe um grande enigma, uma verdadeira “pegadona”, para que as crianças refletissem com seus familiares e trouxessem a resposta no dia seguinte:

Sou um colecionador.

Muitos me conhecem, outros não.

Apareço em vários lugares e preservo a memória.

Eu conto infinitas histórias!

Quem sou eu?

Junto ao enigma, um kit com envelopes verdes e azuis, além de instruções, a saber:

Os envelopes azuis só poderiam ser abertos com autorização prévia e os envelopes verdes só poderiam ser abertos após a descoberta do enigma. 

Muitos pais envolveram-se com seus filhos, dando dicas para solucionar o grande mistério! 

Ao levantarem suas próprias hipóteses, criamos a trilha do enigma. A trilha era composta por todos os alunos da escola, bem como as suas respostas que se tornaram conhecidas por toda a comunidade educadora.

A trilha contribuiu para análises das diferentes hipóteses realizadas pelos alunos. Foi a partir dessas análises, que muitos alunos refletiram sobre suas próprias respostas e até mudaram de opinião.

Às quintas-feiras, à hora da entrada,  havia sempre a chegada de um detetive com uma nova pista para ajudar a elucidar o mistério, além de interagir com as crianças, realizando perguntas para autorizar a abertura do envelope verde de cada turma. Em cada envelope, um desafio para ser solucionado com a ajuda dos pais, por meio de pesquisas.

 Esse trabalho foi muito enriquecedor para as crianças, pois começaram a compreender e participar, literalmente, do processo de planejamento das aulas, pois as pesquisas recebidas eram incluídas sob forma de atividades na semana seguinte. Dessa forma, os alunos percebiam que estavam utilizando um texto trazido por alguém da classe e isso gerava muita satisfação, principalmente para quem os trazia. Além disso, essa prática trouxe um novo olhar para o próprio professor que passou a dividir com os alunos a responsabilidade de buscar materiais significativos para a aula. 

Outro benefício desse trabalho foi a compreensão, por parte de pais e alunos, sobre a importância da pesquisa na vida dos estudantes. Foi a partir delas, que os alunos desvendaram diversos desafios propostos pelo projeto.

Ao longo do tempo, as crianças foram percebendo que as respostas aos desafios remetiam a um determinado país. Entretanto, um país não era o mesmo para toda a escola; mas um para cada turma: Estados Unidos, Itália, Rússia, Espanha, França e Brasil.  E qual a relação disso com o enigma? Era nosso grande desafio descobrir. 

Ter enigmas a serem descobertos, fazia de cada criança uma protagonista do seu próprio aprendizado e, além disso, gerava intensa motivação para cada uma. 

Mas o que poderia ser um colecionador? Através dessa pergunta, vimos que muitas coisas podem ser colecionáveis. As próprias crianças são colecionadoras e trouxeram para a classe suas próprias coleções. Por meio dessa temática, várias atividades foram realizadas e cada turma iniciou uma coleção: suculentas, tampinhas, sementes e folhas foram algumas delas. Essas coleções foram utilizadas pelo professor com diferentes intenções. 

A partir do estudo dos conteúdos contidos nos envelopes azuis, cada turma aprendeu sobre a cultura, os costumes, as curiosidades e as informações de um determinado país. Isso gerou um grande repertório para que as crianças falassem com propriedade sobre os temas tratados em sala de aula. Porém, o grande enigma ainda estava a ser descoberto. De vez em quando alguém fazia uma pergunta do tipo: “Mas qual a relação que esse assunto tem com o enigma?”

Houve a ampliação do enigma com uma nova vinda do “palhaço-mambembe”:

Sou um colecionador.

Muitos me conhecem, outros não. 

Apareço em vários lugares: nos Estados Unidos, na Itália, na Rússia, na Espanha, na França e no Brasil e preservo a memória.

Eu conto infinitas histórias e você aprende muito comigo.

Quem sou eu?

Ao longo do tempo, a partir de conversas e de reflexões realizadas em sala de aula, as crianças foram descartando as hipóteses, restando apenas algumas suposições, como: carreta literária, biblioteca, livro e museu. 

Enfim, havia chegado o momento de revelar a resposta do grande mistério!

Para tal, a professora Regina, responsável pela disciplina de Teatro, criou, com os alunos do Integral II, uma cena no palco da escola. A cortina estava fechada e uma voz indagava: “O que será que existe por trás da cortina? É nossa última chance! Será carreta literária, livro, biblioteca ou museu?”

As crianças estavam muito ansiosas e, ao se abrir a cortina, todas as crianças começaram a gritar: “Museu! É Museu!”

Um representante de cada turma recebeu um novo envelope, dessa vez, verde! Era um novo enigma, cuja resposta levaria ao nome do Museu de cada turma.

Exemplo:

ESTÁ LOCALIZADO EM SÃO PETERSBURGO, ÀS MARGENS DO RIO NEVA. SUA COLEÇÃO COMEÇOU COM AS OBRAS DE ARTE DE CATARINA II E ATUALMENTE POSSUI MAIS DE 3 MILHÕES DE PEÇAS.

QUEM SOU EU?

Após a pesquisa com os familiares, as crianças chegaram bastante entusiasmadas com suas respostas: Moma (Educação Infantil), Galeria Uffizi (1º ano), Hermitage (2º ano), Prado (3º ano), Louvre (4º ano) e Masp (5º ano)!

Camily, do segundo ano, afirmou: “Ainda bem que estudamos a Rússia, pois se esse enigma viesse antes, nós não entenderíamos nada... São Petersburgo, Neva, Catarina II... Agora nós compreendemos as dicas do enigma!”

Thifany, também do 2º ano, acrescentou: “Antes nós não sabíamos nada sobre a Rússia; agora nós sabemos várias coisas!”

Ao descobrirem a resposta para o enigma, as crianças foram estimuladas a lerem vários textos sobre Museus. A escola também organizou, junto aos pais, uma visitação ao Museu Imperial. Dessa forma, ao conhecerem outros Museus, poderão estabelecer relações de semelhanças e diferenças entre eles e fazerem novas descobertas.

Agora, novos desafios estão por vir. E o que nos aguarda nos envelopes verdes? Novos mistérios, novos conhecimentos!


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